
CIBERCULTURA
A ausência de significado explícito na
literatura nos condiciona ao étimo da palavra “cibercultura”. Assim, em sentido
estrito, temos o prefixo “ciber” (de cibernética) + “cultura” (sistema de
ideias, conhecimentos, técnicas e artefatos, de padrões de comportamento e atitudes que caracteriza uma determinada sociedade). No entanto, o ambíguo
conceito sofre variações a partir do referencial etimológico, pois cada autor
exprime uma conotação ideológica e descritiva própria que nem sempre é
compartilhada por seus pares. Desse modo, optei por aqueles que se dedicam ao
estudo das práticas tecnossociais da cultura contemporânea e de suas novas
formas de sociabilidade, comutadas do mundo físico para o universo virtual
(Teixeira, 2012).
No âmbito educacional o ciberespaço que é o objeto da cibercultura, possibilita o autoaprendizado, facilita a interatividade e estimula a troca de informações e saberes, mas não garante o sucesso do aprendizado, comumente desmotivado pela falta de estímulo. Disso decorre a importância da escola e do professor como mediadores do conhecimento a ser construído, aliados às estratégias pedagógicas, materiais didáticos e metodologias de ensino. Ainda assim, particularidades por vezes desconhecidas, outrora ignoradas, fazem a diferença quando “lincamos” educação a cibercultura. Diante disso, Lemos (2003) indica novas possibilidades de socialização do conhecimento através de três leis da cibercultura: lei da liberação do polo da emissão, lei da conectividade e lei da reconfiguração. Mais isso é material pra outra postagem, rsrsrsrs.
Apesar dos evidentes benefícios para o processo de ensino-aprendizagem, devemos repensar a influência da internet e das novas tecnologias em nossa cultura, conscientes de seus pontos fortes e limitações, como a falta ou a precariedade de acesso à rede.
Por: Marcelo Mendonça Teixeira
Fonte
https://www.grupoa.com.br/revista-patio/artigo/9258/a-cibercultura-na-educacao.aspx
Biografia
LEMOS, A. Cibercultura: alguns pontos para compreender a nossa época. In: LEMOS, A.; CUNHA, P. Olhares sobre a cibercultura. Porto Alegre: Sulina, 2003. p. 11-23.
TEIXEIRA, M. Cyberculture: from Plato to the virtual universe. The architecture of collective intelligence. Munique: Grin Verlag, 2012a.
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